[Crítica] – Capitão América: Guerra Civil

Escrita em 2006 por Mark Millar, Guerra Civil une uma quantidade absurda de personagens da Marvel que ficam em lados ideológicos opostos após a explosão de mais de um quarteirão matando centenas de civis em uma cidade. Governos do mundo resolvem que a melhor solução perante mutantes e aprimorados é obriga-los a agirem dentro da lei, operar sob a e revelarem suas identidades secretas, ou seja, agirem e treinarem como qualquer agente comum. Uma civil mostra as consequências dos ataques aos inocentes e Stark se sensibiliza e acha que a solução imposta pelo governo é a mais lógica. Rogers é contra a perda do direito de escolher e liberdades individuais, além de ser o cara que sempre vai querer fazer a coisa que acha certa mesmo que tenha um preço. Um resumo conciso sobre a trama. O filme, claro que foi adaptado e não tem um terço dos personagens reunidor por Millar, pois seria sem sentido e inviável nos atuais filmes da Marvel.

millGuerra Civil por Mark Millar

Uma das características marcantes deste universo cinematográfico é o estilo seriado; ou seja, as tramas são entrelaçadas, acontecimentos de um filme podem ser mencionados ou referenciados em outros. Estilo que eu particularmente adoro, até fica difícil escolher um favorito e não colecionar todos! A trilogia do Capitão América marca bem isso, especialmente em se tratando dos dois primeiros filmes (Capitão América – O primeiro vingador | Capitão América – Soldado Invernal) além da ligação com dois filmes dos Vingadores que impactam diretamente no nosso protagonista e fazem Guerra Civil parecer uma espécie de Vingadores 3.

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Após os eventos ocorridos devido ao ataque de Ultron e os heróis se unem no complexo dos Vingadores e continuaram agindo pelo bem maior tentando sempre salvar o máximo de pessoas possíveis; como em uma missão na África quando estão atrás do ex-agente da SHIELD Brock Rumlow, que foi desfigurado em O Soldado Invernal, que está atrás de uma arma biológica, dá o pontapé inicial ao filme. Contudo alguns deslizes afetam a população e acarretam em um acidente que derruba um prédio e fere muitos inocentes. Somando o ocorrido a outras tragédias e a constante destruição de patrimônios públicos envolvendo os Vingadores ao redor do mundo, o governo e a ONU decidem impor uma forma de controlar os chamados “aprimorados”. A decisão implica na assinatura de um tratado que prevê a ação dos heróis apenas quando e se o governo solicitar e sempre com supervisão das Nações Unidas; imposições que colocam Steve Rogers, o Capitão América e Tony Stark, o Homem de Ferro em divergências um com o outro. Olhando pela visão subjetiva dos personagens ambos estão certos e os dois estão errados. Stark é sensibilizado com o depoimento da mãe de um civil que foi morto acidentalmente em Wakanda (em A Era de Ultron) e Rogers entra em conflito quando seu amigo de infância Buck Barnes (que em Soldado Invernal começa a recuperar sua memória) é mencionado por Brock Rumlow e influencia na sua decisão. Além de que após os acontecimentos em O Soldado Invernal, o Capitão tem muitos motivos para não confiar em quem quiser controlar suas ações.

brock-rumlowFrank Grillo como Brock Rumlow em Soldado Invernal e nos bastidores de Guerra Civil

Ao analisarmos os problemas mundiais presentes no filme, assim como em outros da Marvel, não podemos deixar de mencionar as séries atuais como Jessica Jones & Demolidor; que enquanto “os grandes heróis”, e deuses como Thor, lidam com destruições em grande escala, Jessica e Murdoc lidam com “pequenos problemas de bairro” e os efeitos que causam (um maníaco psicopata e lutas diárias de advogados dos oprimidos por exemplo) que são realidades próximas da nossa, mesmo que demonstradas de forma mais obscuras.

jesJessica Jones & Matt Murdock

Voltando a Guerra Civil, além do tema principal, que é a divergência entre Stark & Rogers e os que apoiam cada um há histórias por trás da criação do Soldado invernal e a inclusão de personagens como Pantera Negra, Homem-Aranha e Homem-Formiga, além dos clássicos tons cômicos e referências nas horas certas que deixam a experiência cinematográfica ainda mais incrível; em especial para os que vêm acompanhando em ordem cronológica as produções anteriores. É um super filme com momentos de adrenalina e intimistas dos personagens que juntos dão grande fluxo a narrativa e o espectador nem percebe que o filme acabou. Além de grandes efeitos especiais, figurinos impecáveis e trilha discreta mas que completa perfeitamente nas cenas.

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Chris Evans mais uma vez dá a profundidade ideal em sua interpretação dando nuances de sentimentos que nos prende as atitudes e aos ideais do personagem. Às vezes fico de cara por ele ser o Johnny Storm / Tocha Humana no filme Quarteto Fantástico (2005) e em Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007), um personagem um tanto…babaca, o que só confirma o quanto ele é um bom ator. Assim como Robert Downey Jr., pela 6ª vez mostrando as multifaces de Tony Stark com perfeição, ele praticamente é o Stark. Uma curiosidade é o ator foi considerado o astro de Hollywood mais bem paga dos últimos anos com rendimento de U$ 80 milhões. E para finalizar, como grande fã dos Vingadores e em especial do Capitão América, eu conferi o filme 3 vezes e recomendo; 5 cookies pela produção!
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[BÔNUS] Uma dica para os fanáticos por brindes de cinema (como nós do Serial Cookies!) é que a rede de bombonière do Cinépolis está com o melhor combo da história, pois a pipoca vem em um balde de plástico (vivaaa), 2 bebidas e um chaveiro! E você escolhe se quer do Capitão ou do Iron, além da possibilidade de adquirir apenas o balde.

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