Crítica: Amityville – O Despertar

Amityville: O Despertar (Amityville: The Awakening) é o novo filme com a famosa casa da cidade de Amityville como pano de fundo. As tragédias reais ocorridas no local inspiraram o livro de 1977, The Amityville Horror, que deu origem a inúmeros filmes e séries. Em Amityville (estado de Nova Iorque, EUA) em 1974, Ronald DeFeo Jr., de 23 anos, foi acusado de matar toda a família a tiros na casa onde viviam enquanto dormiam. Ele confessou o crime e disse que ouvia vozes que o ordenavam a matar a todos. Foi condenado seis vezes à prisão perpétua. Um ano depois, a família Lutz mudou-se para a casa, relatou aparições e acontecimentos demoníacos no local e o abandonaram um mês após se mudarem. A história dessa família foi contada no livro citado acima, que gerou inúmeras adaptações em filmes e séries desde 1979, sendo o filme de 2017, o qual vamos falar, o mais recente.

Esse novo filme foi lançado, depois de vários adiamentos, 12 anos após o último filme cinematográfico (ou seja, não contam os filmes e seriados para a TV e home video) e não é um remake, ao contrário de seu predecessor de 2005, e muito menos um reboot. Ele conta a própria versão dos acontecimentos após a tragédia de 1974 nos dias atuais, ou seja, não é nem adaptação do livro de 1977. Ele inclusive referencia e mostra em algumas cenas o livro original, o filme de 1979 e o remake de 2005, ambos chamados de Horror em Amityville.


A história básica de qualquer filme ou seriado que retrate as tragédias de Amityville é uma família que se muda para a malfadada casa e sofre as consequências. A de “O Despertar” não é diferente nessa parte. Esse novo filme conta a história de uma mãe viúva (Jennifer Jason LeighWeeds) que se muda com seus três filhos para a casa, em busca de novos ares para o filho James (Cameron MonaghanGotham), que está em coma há 2 anos após um acidente e é amparado por uma UTI caseira, e para ficar perto da irmã Candice (Jennifer MorrisonOnce Upon A Time) A protagonista da história é a filha mais velha e gêmea de James, Belle (Bella ThorneShake it Up, Duff). A filha mais nova, Juliet, é interpretada por Mckenna Grace (Designated Survivor). Belle descobre a história prévia da casa graças aos seus novos amigos da escola, que lhe apresentam também o livro e os dois filmes cinematográficos de 1979 e 2012 para assistir em DVD, e acaba tendo que enfrentar o mal que possuiu seu irmão praticamente sozinha.



“O Despertar” praticamente não toca no assunto sobre as origens do mal, como vimos no remake de 2005, por exemplo. Ele preferiu focar no presente e na história de Belle tentando salvar a família. É um filme relativamente tenso e com alguns sustos, causados por cenas repentinas de terror.

Com direção e roteiro de Franck Khalfoun (P2 – Sem Saída), Amityville: O Despertar, como era de se esperar, é mais do mesmo. Mais uma vez uma família se muda para a casa e passa pelos eventos sobrenaturais do lugar. O que difere as várias produções baseadas são o final; às vezes a família escapa inteira, outras quase inteira e em outras ninguém sai vivo da casa, exceto pelo assassino. Não vamos dar spoiler do final, mas o filme atual se encaixa em um desses três exemplos. Na nossa opinião está faltando um filme “grande” que mostre o mal da casa ser exterminado, ao melhor estilo Poltergeist ou Invocação do Mal. E falando nesse último, o segundo filme, Invocação do Mal 2, mostra que os famosos investigadores paranormais e protagonistas do filme, Ed e Lorraine Warren, foram a Amityville para investigar a casa e fazer uma sessão. Ed e Lorraine são pessoas reais e realmente foram até lá em 1977 por esses motivos.



Amityville: O Despertar é o primeiro filme que não é de uma franquia adolescente ou de comédia que Bella Thorne protagoniza. A atriz que aos 15 anos já havia feito diversas participações em filmes e séries ficou famosa no público teen na telessérie da Disney Channel Shake it Up. Com apenas 20 anos ela mostra uma atuação segura e versátil, acreditamos que ainda terá grande filmes e produções em seu currículo.

Apesar da simplicidade recomendamos para quem não é exigente com filmes de terror sobrenatural mas gosta de um pouco de tensão e alguns sustinhos.
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